17 de mar. de 2012

15/09/2011


Nessa madrugada enquanto caminhava sem destino
O vento empurrou o meu cabelo
E me disse coisas de amor
Foi tão rápido o que aconteceu
Que só perdi quando era dia, que o meu coração não era mais meu.

Nicoly em 15/09/2011

4 de mar. de 2012

Consciência


O seu destino não está escrito.
Linhas finas de um bordado bem feito, cruzadas e embaraçadas, numa perfeita confusão.
As almas perdidas em um domingo tranquilo não tiveram aquele fim que você pensa.
A mente sã não muda, as pessoas loucas vivem, alguém como eu espera a perfeição.
Não existem amores eternos, nem olhares sinceros, o final feliz está prezo nas paginas dos contos infantis.
Assas dariam-me a liberdade para uma futura infelicidade, mas eu queria voar!
Tocar o céu e alcançar o infinito. Estou fazendo tudo isso, mas há muita coisa faltando...
As tormentas na alma apagaram-me o brilho. Sem sentido apenas sobrevivi.
E agora aqui, a escrever essas palavras sem sentido para muitos, penso no que fazer...
Não irão esperar que eu volte, todos irão seguir em frente. O que fazer?
As lágrimas caindo pelo meu rosto não me deixam esquecer.
E a culpa por atos insanos, a verdade dita, a fantasia perdida...
Não consegui dizer sobre aquele sentimento preso em mim...
Não poderei dizer, não quer que exita!
As paginas borradas de um livro em branco.
Deixe como está. Deixe-me pensar!
Talvez eu possa voltar, e fazer o que é certo para mim.
Deixe-me pensar!
Talvez eu possa ser quem eu sou de verdade!
Deixe me pensar! Mas não me deixe ir!

Nicoly

17 de jan. de 2012

Noite Fria de Inverno


Noite Fria de Inverno
                                              Por Emanuelle Nicoly Gomes                 

Tudo começou numa noite fria de inverno. Ao soar do sino da igreja. Ao clarão do trovão. E ao bater do meu coração, nossos olhos olhando para a mesma direção: Observando a escuridão.
Era a morte por fora e uma banda de rock por dentro. Era dor e lamento. Era a vida querendo ser vivida.
Não sei bem o que aconteceu. Sei que seus olhos fixaram-se aos meus. O silêncio ainda reinava nas ruas sem destino.
Era o belo e o ruim. Era o nada e o tudo. Era o ser sem ser.
O vento que levava o meu cabelo me fazia arrepiar. Ainda no vazio sombrio daquela fria noite de inverno onde o silêncio mandava e desmandava.
Era eu. Era outro. Era outro ser dentro de mim, que me fazia agir assim.
Outro trovão. O rock ainda tocava. Quando do silêncio e dos olhares fez-se o beijo. O mais demorado e caloroso dos beijos.
Já não era tão sombria a noite.
O sino tornara a soar. E de repente nos separar. Cada um em seu lugar.
Tudo terminou naquela mesma noite fria de inverno. Ao soar do sino da igreja. Ao clarão do trovão. E ao bater do meu coração...

15/09/08
23:08

14 de out. de 2011

Um verdadeiro amigo...


Um Verdadeiro Amigo - Emanuelle Nicoly
                    para Lucas Vieira

Por muito tempo estive correndo por ruas claras,
sem conseguir enxergar nada.
Incertezas e inseguranças dominando a minha vida.
Foi um longo dia de verão aquele.
Forçando minha mente a lembrar-se de um passado distante...
Como podemos nos degradar tanto assim?
Você foi o meu sol por muito tempo.
Eramos crianças felizes.
O pensamento de sermos únicos ainda existe.
O não que sempre saia da minha boca, impedia o sim.
As verdades negadas até pouco tempo, agora reveladas.
O sentimento mudou, junto com a vida.
Não diga que se esqueceu. Eu nunca esquecerei.
A distancia sempre nos separando,
mas a amizade nos unindo cada vez mais
Ainda posso ouvir você dizendo aquelas palavras...
Aquelas que me mostraram um mundo novo.
E nossa ruas se cruzarão por mais centenas de vezes...
Por que você foi aquele que me salvou de mim mesma.
A flor em pedaços caída no chão
me contou histórias de futuros que não existem mais.
Nós mudamos, nosso futuros mudaram
Mas a nossa amizade vai ser eterna.