24 de abr. de 2012

Sussurros I - Violinos


Violinos arranham a maldita canção
Profanas palavras derramas num cálice de vinho
Questões sombrias de uma alma vazia
O coração dele, em suas mãos, esfria.

A historia não começa assim, e esse não é o fim
Os olhos abertos, do corpo no quarto, relembram o passado
O sorriso doce, o jeito inocente, o corpo ardente
A alma fervente, a loucura em mente, a face de anjo.

A garrafa quase vazia, do Whisky que ele dizia ser o melhor que existia,
jaz no chão junto a uma foto sua
Os vidros no chão cortaram-lhe as mãos e os pés
mas não sente a dor, nem o calor do fogo da lareira acesa

Quanta dor veio daquela vida séculos atrás?
As vozes chamam seu nome, mas você não quer ouvir
Começa a sentir a culpa agora, ou deixa pra depois?
Mais um copo de vinho, para aquecer o coração

Pés no chão senhorita, dance a música horrenda
Que os violinos tocam em seus ouvidos
Dance pela fenda do tempo, e me diga o que fazer
Dance até essa vida apodrecer...

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Nicoly Emanuelle

17 de mar. de 2012

15/09/2011


Nessa madrugada enquanto caminhava sem destino
O vento empurrou o meu cabelo
E me disse coisas de amor
Foi tão rápido o que aconteceu
Que só perdi quando era dia, que o meu coração não era mais meu.

Nicoly em 15/09/2011

4 de mar. de 2012

Consciência


O seu destino não está escrito.
Linhas finas de um bordado bem feito, cruzadas e embaraçadas, numa perfeita confusão.
As almas perdidas em um domingo tranquilo não tiveram aquele fim que você pensa.
A mente sã não muda, as pessoas loucas vivem, alguém como eu espera a perfeição.
Não existem amores eternos, nem olhares sinceros, o final feliz está prezo nas paginas dos contos infantis.
Assas dariam-me a liberdade para uma futura infelicidade, mas eu queria voar!
Tocar o céu e alcançar o infinito. Estou fazendo tudo isso, mas há muita coisa faltando...
As tormentas na alma apagaram-me o brilho. Sem sentido apenas sobrevivi.
E agora aqui, a escrever essas palavras sem sentido para muitos, penso no que fazer...
Não irão esperar que eu volte, todos irão seguir em frente. O que fazer?
As lágrimas caindo pelo meu rosto não me deixam esquecer.
E a culpa por atos insanos, a verdade dita, a fantasia perdida...
Não consegui dizer sobre aquele sentimento preso em mim...
Não poderei dizer, não quer que exita!
As paginas borradas de um livro em branco.
Deixe como está. Deixe-me pensar!
Talvez eu possa voltar, e fazer o que é certo para mim.
Deixe-me pensar!
Talvez eu possa ser quem eu sou de verdade!
Deixe me pensar! Mas não me deixe ir!

Nicoly

17 de jan. de 2012

Noite Fria de Inverno


Noite Fria de Inverno
                                              Por Emanuelle Nicoly Gomes                 

Tudo começou numa noite fria de inverno. Ao soar do sino da igreja. Ao clarão do trovão. E ao bater do meu coração, nossos olhos olhando para a mesma direção: Observando a escuridão.
Era a morte por fora e uma banda de rock por dentro. Era dor e lamento. Era a vida querendo ser vivida.
Não sei bem o que aconteceu. Sei que seus olhos fixaram-se aos meus. O silêncio ainda reinava nas ruas sem destino.
Era o belo e o ruim. Era o nada e o tudo. Era o ser sem ser.
O vento que levava o meu cabelo me fazia arrepiar. Ainda no vazio sombrio daquela fria noite de inverno onde o silêncio mandava e desmandava.
Era eu. Era outro. Era outro ser dentro de mim, que me fazia agir assim.
Outro trovão. O rock ainda tocava. Quando do silêncio e dos olhares fez-se o beijo. O mais demorado e caloroso dos beijos.
Já não era tão sombria a noite.
O sino tornara a soar. E de repente nos separar. Cada um em seu lugar.
Tudo terminou naquela mesma noite fria de inverno. Ao soar do sino da igreja. Ao clarão do trovão. E ao bater do meu coração...

15/09/08
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